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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Editora DarkSide - Por Fernando Lucchesi



Desta feita não irei falar a respeito de nenhuma obra específica e sim irei elogiar uma iniciativa que há muito existe no exterior e que no Brasil era praticamente inexistente: uma editora que trabalhe especificamente com publicações voltadas para o terror e a ficção científica. A editora em questão chama-se DARKSIDE. Por puro acaso, encontrei, em um desse saldões de sites durante a madrugada, dois livros sobre bastidores de filmes de terror clássicos: O Massacre da Serra Elétrica e Evil Dead- A Morte do Demônio. Os dois livros traçam um panorama da época em que os filmes foram feitos e buscam informar, através de extensas entrevistas com membros da equipe e outro colaboradores, como se deram as filmagens tanto dos primeiros filmes quanto das inevitáveis sequências. O preço era excelente e a embalagem com os dois livros lembrava as antigas fitas de VHS. Um trabalho gráfico realmente diferenciado.

Edição de Psicose, de Robert Bloch.
Eis que alguns meses depois, em um novo saldão, encontro o livro Psicose de Robert Bloch, que deu origem ao clássico de Alfred Hitchcock. O mesmo estava sem edição brasileira há aproximadamente 50 anos. Ao procurar os títulos da editora verifiquei uma quantidade bastante razoável de livros tanto de ficção, quanto de bastidores de filmes: Tubarão, A Noite dos Mortos Vivos, Os Goonies, O Exterminador do futuro, Star Wars e Sexta-feira 13. Isso além de obras de Stephen King e outros títulos de ficção. Adquiri as edições simples de Tubarão e Sexta-feira 13, e mesmo elas têm um trabalho gráfico digno de menção.

Mas as publicações não se limitam apenas ao nicho dos filmes. Há também biografias das mais variadas personalidades, entre ela Stephen King, J. R. Tolkien, Charles Manson e a banda de heavy metal Black Sabbath. E vem por aí uma biografia de João Gordo, conhecido como vocalista do grupo Ratos de Porão.

É um trabalho, que acredito, teve início há pouco tempo e que para prosperar deve ter resposta dos fãs de terror e ficção (ou fantasia como eles informam no site), mas, sem dúvida alguma, vem suprir uma carência no mercado editorial brasileiro.

domingo, 21 de setembro de 2014

Ronnie Von - Ousadia Reconhecida (Antes Tarde do que Nunca) - Por Fernando Lucchesi



Para grande maioria das pessoas, quando se fala em Ronnie Von, a primeira lembrança que vem é o cantor de músicas românticas como “Tranquei a Vida” ou “Pra Ser Só Minha Mulher” ou ainda como o cantor, erroneamente vinculado à jovem guarda, que cantava versões dos Beatles e intérprete do gigantesco hit dos anos 1960 “A Praça”, que segundo o próprio Ronnie Von vendeu mais discos que o número de aparelhos de som que havia nos lares brasileiros.

O que pouca gente sabe é que entre 1968 e 1970 ele gravou três discos da hoje chamada “fase psicodélica”. Os três discos (“Ronnie Von” - 1968, “A Misteriosa Luta do Reino do Parassempre [sic] Contra o Império do Nunca Mais” - 1969 e “Máquina Voadora” - 1970) foram produzidos em uma época em que o cantor tinha contrato com a Phillips, mas a gravadora ficou por um período de tempo sem um executivo principal no Brasil. Como ele tinha obrigações com a gravadora em entregar discos, resolveu fazer o que realmente o interessava musicalmente. Aqui é importante fazer um parêntese: Ronnie Von sempre manifestou que gravou “A Praça” por pura insistência de Carlos Imperial, pois a música em nada lhe agradava. Quando surgiu a oportunidade de gravar um disco sem interferência da gravadora, ele cercou-se de três profissionais que entenderam a vaga ideia do que ele queria fazer e a concretizaram: o compositor Arnaldo Saccomani, o maestro Damiano Cozzela e o produtor Manoel Barenbeim. Além deles deve-se crédito também a Zé Guilherme e ao grupo B-612, que acompanhou Ronnie Von durante a gravação do disco de 1968.

Os três discos foram um fracasso retumbante de vendas na época e Ronnie Von sequer conseguia fazer shows dos discos, pois o estranhamento com o novo som era tanto do público como dos produtores de shows que não viam possibilidade de lucro com um produto musical tão incompreendido. Esse, portanto, era um período fadado ao esquecimento musical que vez por outra acomete artistas importantes da música brasileira. E continuaria assim se uma revista austríaca, no começo dos anos 2000, não tivesse colocado o disco de 1968 entre os cem mais importantes da música psicodélica mundial. Houve então o revival por parte de algumas bandas brasileiras e por parte do próprio público que passou a ter conhecimento desse período.

Em 2013 o canal BIS, do Multishow, resolveu fazer um documentário sobre esse período da carreira do cantor e chamou a banda Haxixins para acompanhá-lo, a princípio, em 15 faixas. O documentário não se restringe apenas ao período psicodélico. A parte inicial é um breve resumo do começo da carreira de Ronnie Von, suas influências (marcadamente os Beatles) e como ele conseguiu reunir e dar oportunidade às primeiras bandas de rock surgidas no Brasil influenciadas pela sonoridade dos Beatles pós-Revolver. Sem dúvida, a mais conhecida foi “Os Mutantes” (que teve seu nome sugerido por Ronnie Von, que à época lia um romance chamado “O Império dos Mutantes”). 

Mas, o que realmente torna especial o documentário são as cenas da gravação em estúdio de Ronnie Von com o Haxixins. A versão deles para “Máquina Voadora” é brilhante. Bom, para aqueles que não conhecem esta é uma excelente oportunidade de se familiarizar com o som e para aqueles que já conhecem é uma chance rara de ver Ronnie Von reinterpretando as músicas de um período que trouxe para o rock/pop brasileiro o que havia de mais moderno na época.


Já a biografia “Ronnie Von - O Príncipe que Podia Ser Rei” dos jornalistas Antônio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel não é mais que mediana. É claro que o livro não deve ser ignorado, pois preenche uma falha do mercado editorial brasileiro e corrige uma injustiça histórica, mas não há nada de novo em suas 158 páginas que já não se saiba sobre o biografado. Sobram questionamentos. Por exemplo, entre 1973 e 1977 Ronnie Von não lançou discos, à exceção de alguns compactos. O livro resume esse período assim: “Entre 1974 e 1977, lançou três compactos e se dedicou aos shows”. Durante esse três anos, nada de relevante aconteceu artisticamente? É verdade que ele só lançou alguns compactos, mas os shows eram calcados em que repertório? Ele conseguiu fazer shows em todo Brasil ou ficava restrito a alguns poucos lugares? Que banda acompanhava-o nesse período? Outro questionamento é se durante toda sua carreira nunca houve intervenção da censura, principalmente no período psicodélico, já que os censores notadamente franziam a testa pra algo que não compreendiam.

A vida pessoal e todos os problemas de relacionamentos são bem detalhados e nesse caso, os autores não douraram a pílula. Não omitiram nada. O que decepciona mesmo é a oportunidade de ir mais a fundo no período psicodélico além dos dois discos posteriores “Cavaleiro de Aruanda”, cuja faixa título é um rock Hendrixiano, e “Ronnie Von” de 1973. Não se pode duvidar da seriedade da pesquisa, mas a biografia de Ronnie Von tem muitas lacunas para serem preenchidas.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ninguém Sai Vivo Daqui - Por Fernando Lucchesi


Após longos 33 anos, finalmente é lançado no Brasil o livro “Ninguém sai vivo daqui” (do original “No one here gets out alive) de Jerry Hopkins e Danny Sugerman. O livro foi um best seller quando lançado nos Estados Unidos e lançou luz  sobre a carreira e as  circunstâncias da morte do frontman do The Doors,  Jim Morrison (fato, até hoje, cheio de dúvidas a respeito do que realmente ocorreu). Os autores buscaram depoimentos com todos aqueles que tiveram convivência direta com Morrison, inclusive sua mãe e seu irmão. O “inclusive” surge, pois sabe-se que o vocalista respondia em diversas entrevistas, quando questionado sobre seus pais, que seus genitores haviam morrido.

Boa parte da infância/adolescência do até então desconhecido James Douglas Morrison é narrada nos primeiros capítulos do livro. Desde os primeiros amores, as suas influências literárias até suas passagens pelas Universidades nunca concluídas (entre elas uma de cinema, uma das maiores paixões do cantor). As influências literárias são de extrema importância para a narrativa, pois mais à frente veremos o porquê da origem de muitas das letras da banda.

O livro, como toda biografia honesta deveria ser, procura retirar o biografado do pedestal de “Deus do Rock” e colocá-lo como um ser humano falível, com momentos de “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”. Um Morrison carinhoso e ao mesmo tempo perverso com amigos, familiares e seus “conhecidos” (pessoas que orbitavam ao seu redor procurando usufruir de sua fama e dinheiro). Nesse aspecto, os autores não poupam o biografado. Há inúmeros relatos de bebedeiras, consumo de drogas (que para uma figura repleta de excessos, como Morrison, até que é moderado), discussões, confusões em shows envolvendo polícia, fãs e produtores.  O que mais chama a atenção nesse ponto do livro é o relacionamento quase mortal entre Jim e a bebida. Fácil perceber que grande parte da personalidade de Morrison estava diretamente atrelada ao quanto ele consumia de álcool - e quando falo “consumia” não significa uma noite de bebedeira. Ele era capaz de sumir por dias para, por exemplo, levar amigos até a fronteira com o México somente com o intuito de beber. A bebida ajudava Morrison a ser aquele cara ”cool”, que ele na verdade nunca foi. Ele era um sujeito extremamente inseguro e tímido, e a bebida era uma forte aliada dele para lidar com as pressões e exigências do estrelato.

Outro aspecto muito bem enfatizado, de maior relevância até, se refere às letras e músicas produzidas pelos Doors, sua origens e influências musicais.  O livro detalha a produção de cada álbum, como as músicas escolhidas para serem lançadas como single. No entanto, a melhor parte do livro está reservada para os shows e as turnês do grupo. São notórios os shows feitos pela banda em que Jim mal conseguia lembrar as letras ou prolongava a música por intermináveis minutos. Grande parte desse tema dos shows é dedicada à fatídica apresentação realizada em Miami, na qual Morrison foi acusado de conduta pública lasciva por simular felação com o guitarrista da banda. Foi perseguido implacavelmente por um juiz e um promotor que buscavam os holofotes. O processo oriundo dessa apresentação pôs em grande risco a continuidade dos Doors e pela primeira vez deixou o vocalista preocupado com a possibilidade de ir para cadeia. O que mais chama atenção nesse trecho do livro é a informação de que o grupo fez alguns shows no México (desconhecia completamente essa informação) e que a turnê europeia da banda foi extremamente bem sucedida tanto em termos de dinheiro como de performance de palco

O livro acompanha a carreira do cantor até seus últimos dias em Paris, quando morreu, supostamente, de um ataque cardíaco. Não se sabe ao certo se súbito ou causado por alguma substância. Não seria exagero dizer que o livro, juntamente com o filme, lançado onze anos depois, ajudaram a forjar um mito dionisíaco em torno da persona  de Morrison.

A sensação que tive após a leitura do livro foi perfeitamente captada por Jerry Hopkins no epílogo do livro: “Devo acrescentar, como uma nota de rodapé, que quando terminei de escrever os primeiros esboços do livro, não estava gostando de Jim Morrison tanto como gostava quando comecei”.  

P.S: Dizer que o livro é espetacular, seria redundância, mas se você quer ver um Morrison colocado como qualquer um de nós, não recomendo a leitura do prefácio de Danny Sugerman. Há uma louvação um tanto quanto desnecessária ao biografado. Deixe para ler depois de terminado o livro e veja se mesmo assim você concorda com o que Sugerman escreveu.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sabbath Bloody Sabbath - Por Fernando Lucchesi


Fundadores, pais, artífices, pioneiros, inventores. Esses são só alguns dos adjetivos quando se menciona o nome Black Sabbath junto ao termo “Heavy Metal”. Apesar da “paternidade” desse gênero musical ser altamente discutida, parece haver um relativo consenso entre público e crítica de que o Sabbath é a primeira banda a se destacar dentro das características que compõem o gênero.  

Lançada com mais de seis anos de atraso no Brasil, a biografia “Sabbath Bloody Sabbath” revela-se uma ótima leitura para quem deseja conhecer um pouco mais dessa banda crucial na história do rock. O autor, Joel McIver, conhecido por seus livros e matérias sobre rock para as principais publicações britânicas, traz um panorama bem abrangente da banda. Seguindo uma ordem cronológica, ele nos traz informações desde a infância de John Michael Osbourne, posteriormente conhecido como Ozzy e dos demais componentes da banda na industrial e monótona Birmingham do pós-guerra. Cidade bastante castigada pelos bombardeios da força aérea alemã durante a segunda guerra mundial, Birmingham pouco podia oferecer à juventude durante a década de 1950 e começo dos 1960. Isso restringiu as opções de emprego para os jovens e uma das poucas alternativas era trabalhar nas indústrias de metalurgia existentes na cidade. Além disso, a cidade ficava longe do foco de mudanças culturais que começou a se processar na década de 1960, em Londres. Desse cenário pouco promissor, surge o Earth, o embrião da banda que futuramente seria conhecida como Black Sabbath.

McIver relata com riqueza e precisão de detalhes, através de depoimentos dos membros da banda e daqueles que os acompanhavam, como se deu a produção dos primeiros discos do Sabbath e primeiras turnês que, em razão do orçamento limitado, restringiam-se à Europa. Apesar de não ter contado com depoimentos de Ozzy para a composição do livro, a autor se vale de muitos depoimentos do mesmo em diversas outras publicações e são esses depoimentos os mais divertidos do livro. Os problemas de alcoolismo enfrentados pelos membros da banda (de acordo com o livro, o único que não teve maiores problemas com o álcool foi Tony Iommi) são esmiuçados pelo autor, inclusive o caso de Bill Ward (baterista da banda) que chegou a passar mais de um ano trancado em um hotel apenas bebendo. As loucuras de Ozzy estimuladas por álcool e drogas também ganham destaque no livro, mas longe de buscar o sensacionalismo. Essas passagens são colocadas em perspectiva para que o leitor entenda o quanto a formação original da banda foi prejudicada por esses problemas, o que no fim das contas levou à ruptura da banda em 1978.   

Não se pode dizer que o autor tenha privilegiado a época mais douradora e produtiva do Sabbath(1970) em detrimento de outras épocas e formações. A Era Dio também tem o seu destaque, mas proporcional à quantidade de discos em que ele teve participação. Outro destaque do livro é como o Ozzyfest tornou-se um destaque para a cena musical americana. O autor revela os bastidores das negociações para as bandas tocarem, a influência da mulher/empresária de Ozzy e como a marca cresceu ao longo dos anos. Também não escapa ao olhar do autor o fenômeno cultural pop “The Osbournes” e como a “persona” Ozzy Osbourne passou de uma figura conhecida no meio musical para um fenômeno de escala multimídia.

Mas nem tudo na biografia é positivo. O autor faz comentários/críticas a respeito de todas (sim, de TODAS) as músicas da banda. Para o leitor que está buscando informações sobre a história da banda (como era meu caso) a leitura fica maçante com esses comentários e quebra demais a narrativa fluída que se espera de uma biografia. Outro ponto negativo (embora seja negativo dependendo do quão fã da banda você é) é o destaque dado pelo autor a as 900.000 formações do Sabbath quando o único componente da banda era Iommi. Além de ser uma época pouco relevante musicalmente, Iommi trocava de músicos praticamente todo mês e produziu bombas musicais como o intragável “Seventh Star” (disco que só leva o nome do Sabbath por imposição da gravadora, uma vez que na verdade é um trabalho solo de Iommi).

Esses pequenos percalços, no entanto, não diminuem a importância do livro que é leitura obrigatória para quem quer conhecer ou já conhece e quer se aprofundar na obra dessa banda seminal.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Metallica - A Biografia - por Fernando Lucchesi


Confesso: Nunca fui um grande fã do Metallica. Gostava de muitas músicas do álbum preto, algumas poucas da fase Load/Reload e mais uma música ou outra. Sempre tive preconceito com a fase considerada mais pesada do Metallica, ainda mais pelo termo “Trash”, cuja simples menção já me provoca reações alérgicas. Mas todo esse preconceito foi derrubado depois de ler Metallica: A biografia, de autoria do jornalista inglês Mick Wall, responsável por outra excelente biografia de banda “Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra”, sobre a carreira do Led Zeppelin.
O livro, de certa forma, corrobora o que já tinha sido visto antes no documentário “Some kind of monster”, mas obviamente vai mais além, pois resgata memórias do início do Metallica, antes mesmo de Cliff Burton se juntar à banda. No livro, é possível compreender como um jovem tenista europeu frustrado com a carreira (sim, Lars Ulrich, na sua adolescência, tentou se profissionalizar como tenista) e um jovem retraído, que teve uma educação religiosa rígida, conseguiram se juntar e formar os alicerces do gênero que seria conhecido como Trash Metal.
Apesar de o autor conhecer os integrantes da banda e ter uma certa proximidade com Lars Ulrich, não há condescendência do autor para com nenhum dos integrantes. Vários temas espinhosos são tratados, inclusive um que muitos poucos se aventuram a falar, que é a saída da banda de Ulrich, orquestrada por Burton-Hetfield, pois os dois acreditavam que o baterista estava estagnado tecnicamente. A saída nunca chegou a se concretizar, pois alguns dias depois Burton viria a falecer. Não há como negar que o livro está concentrado nas figuras fundadoras da banda (Hetfield/Ulrich), mas isso não impede de termos passagens bastante extensas dos outros integrantes, principalmente de Cliff Burton, pois foi ele quem deu um direcionamento musical para a banda. Os fatores que levaram à sua morte são minuciosamente analisados e a tragédia chegou a pôr em cheque a continuidade da banda.
Outro aspecto bastante relevante é a guinada dada pela banda com o “Álbum preto”. Os fãs mais fervorosos do estilo rápido e agressivo da banda ficaram espantados, negativamente, quando do lançamento do disco. O produtor Bob Rock, conseguiu extrair da banda a sonoridade que ela queria: um som mais desacelerado, mas que não deixava o peso de lado. As vendas do disco catapultaram o Metallica ao posto de maior banda de Heavy Metal, a ponto de competirem em termos de vendagem com fenômenos pop, como Madonna e Michael Jackson, mas também deu munição para os detratores da banda acusá-los de se “venderem ao sistema”. O único assunto que visivelmente irrita os integrantes da banda, principalmente Ulrich, é a batalha judicial movida pela banda contra o Napster. À época, a banda tinha plena convicção do que estava fazendo, mas o tempo mostrou que ela estava equivocada e isso provocou uma reação violenta dos próprios fãs da banda.
Por fim, mesmo que você não goste da banda, ou como eu, que tinha preconceito com o som inicial da banda, esqueça e aproveite essa excelente biografia.